Com açúcar, com afeto: Saudade em Preto e Branco e Julieta



Saudade em Preto e Branco
Maria Fernanda Probst
Editora Penalux - 2013

 Nana Flávia,

Obrigada por abrilhantar minha humilde obra com o texto mais que fofinho da capa.
Obrigada pela amizade bonita que a gente tem nutrido e que cresce todos os dias. Imensurável a felicidade de ter estreitado nosso laço.
Adoro você tem tempos.
Um beijo enorme, um carinho imenso e uma gratidão infinita,
Maria Fernanda


Com açúcar, com afeto. Assim foi feito um dos livros mais lindos que já li na vida! 
Não, não é porque ela é minha amiga. E também não, não é porque eu escrevi a orelha - pausa para o momento de inflação do ego. Saudade em Preto e Branco é um dos meus favoritos antes mesmo de ser concebido, antes mesmo de sair das telas do blog Palavras e Silêncio e ser impresso em ternura pra ser enviado pra gente! Estes textos, escolhidos cuidadosamente, impactam a vida da gente, mexe com a alma, mareja os olhos, faz doer e ao mesmo tempo faz sorrir, assim, de canto da boca sabe?
Maria Fernanda tinha um melhor amigo, dos olhos café com leite e sorriso maroto.
Maria Fernanda tinha um melhor amigo que brilhava mais que a luz do sol nos seus dias.
Maria Fernanda tinha um melhor amigo e ele se estrelou no céu.
Maria Fernanda, pra apaziguar a dor, escreveu, escreveu, escreveu, cartas e mais cartas endereçadas aos céus.


"É a saudade que quer arrancar o coração do peito, por doer demais." 
pág.45

Maria Fernanda encantou esta leitora com a delicadeza que a tristeza foi transformada a partir do momentos em que por suas mãos passava.
Antes de ternura impressa, li todos os textos do marcador 'saudade em preto e branco' e sorria, sorria, sorria de ver o que a menina foi capaz de transformar com a saudade dela, achava lindo! 

"Tu sempre me foste, sabe? E eu, sempre te fui. Um completando o outro. Nó cego. Agora tu me escapas, escondido no quase esquecimento e eu luto, de mãos estendidas em tua direção, para que me dê as tuas e fique aqui, comigo, nesse laço de irmão." 
pág. 66

No livro, estes escritos e sentimentos estão tão palpáveis que se a gente não tomar cuidado amigo, a gente vive cada palavrinha dele, todinho-todinho.
Saudade em preto e branco, é o sentimento de perda mais colorido que já vi na vida, tão lindo que é! 


 "_É - afirmou ela - Dizia ele que a sorte dos grilos é ter violão nas pernas." 
pág. 107

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Julieta
Anne Fortier
Editora Arqueiro - 2010

 Nana!
Imagina se eu não daria um romance para essa menina fofa-apaixonada?
Tomara que o livro seja tão doce quanto você.
Um carinho
MF

Sim. Duas resenhas juntas! Porquê? Porque ganhei este incrível romance da doce Fê no aniversário passado, em março. Então a resenha é mais Maria Fernanda Probst que tudo! hahaha
Se existe uma palavra pra definir este llivro minha gente, é esta: sensacional! 
Fazia tempos que não me empolgava tanto com uma história, com uma personagem, com um casal, com um lugar, uma família.... Julieta é tudo de mais incrível no mundo, num impresso só! 
O romance se passa na maior parte do tempo em Siena, na Itália, lugar que reza a lenda foi onde a verdadeira Julieta Capuleto e o verdadeiro Romeu Montecchio, cujos nomes verdadeiros seriam Giullieta Tolomei e Romeo Marescotti. 

"_Eu não conhecia a minha alma -  disse Romeo, baixando a voz como quem falasse ao coração dela - até vê-la refletida em vossos olhos." 
pág. 115

Seiscentos anos depois, Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice Jacobs, nascem na Itália e aos três anos são levadas para os Estados Unidos e passam a ser criadas por sua tia-avó Rose. 
Ao morrer, tia Rose deixa tudo para a gêmea Janice, enquanto que para Julieta, deixa uma missão: viajar à Siena em busca de um tesouro supostamente deixado pela falecida mãe  e ao mesmo tempo, da sua verdadeira história.
As aventuras apenas começam quando Julie chega à Itália. pra começar, ela não se chama Julie, e sim Julieta Tolomei, sim, o mesmo nome da suposta verdadeira Julieta. Depois, ela descobre que há um Romeo Marescotti a solta e, quanto mais ela procura informações sobre o tesouro da mãe, mais perigosa fica a sua viagem. 

"Como uma ave que desce sobre a presa e arrebata para os céus o infausto habitante terrestre, Romeo furtou os lábios de Giulietta, antes que eles tornassem a lhe escapar." 
pág. 132

Os capítulos são separados por épocas: a de 1340, do Romeo Marescotti e Giullieta Tolomei, e a atual, das aventuras da Julie Jacobs em Siena. Dessa maneira, é possível imaginar direitinho cada detalhezinho da história, porque ficou tudo tão amarradinho!
É impossível não se apaixonar com este livro, com esta história bem escrita e fundamentada. 
O melhor livro que li em 2013 e um dos melhores da minha vida, sem dúvida nenhuma.  

"Só me lembro dos olhos do homem que se recusou a me perder de novo." 
pág. 433


A minha dedicatória pra você Fê,
 não cabe em linhas, nem em uma vida inteira! 



Aposto que se encantou com o livro da Fê! Então corre e mande um email pra ela:  feprobst@gmail.com.


bem, te vi.

 Bem-que-te-vi da minha janela,  amarelo ouro
Bem-te-vi e te conto enquanto me encanta com teu canto,
Que agora a vida é está mais colorida, tem amor da vida, casa nossa, um só lar
Bem, te-vi do meu olhar. 

Porque o bloguezinho tá todo abandonadinho, 
aí uns versinhos pra tentar salvar.

rima nossa,

    Aquele teu fio de cabelo fora do lugar, faísca da delicadeza imensa nascida do seu olhar, de mar - que não canso de falar. Essa imensidão verde que carrega com cuidado dentro das pálpebras, aonde navega meus sonhos em barcos de papel de seda.
    Aquele encaixe de pernas e mãos e cabelos esparramados num sofá de ternura e pôr-do-sol amarelando o chão da sala, saudade de aconchego que nasce antes de terminar. E esse relógio que corre contra o tempo e contra nossa vontade de eterno domingo, eterno eu e você, ever.
    Aquele teu beijo terno que quanto toca minha face faz surgir novas e brilhantes estrelas no céu, da minha boca. E essas nossas conversas no silêncio de qualquer caminho, no infinito do carinho nas mãos, do sinal vermelho, que é verde para beijos e cafunés no coração.
    Aquela minha velha mania de achar que tudo que nos cerca pode virar poesia num papel de bala qualquer da vida. Essa mania de escrever sem nem ao menos saber rimar, eu e você com amar.
    Aquela rima que lá no fundo é só nossa e nasceu mais bonita que bossa-nova...
...e rimou 
...e amou 
...e casou.